Outras Trilhas

Qual é a sua bússola?

E o show foi delicioso….

E o show do compositor e cantor Tiago Rocha realizado ontem aqui em Brasília foi delicioso.  A versão acústica do Humanufaturas, vencedor de três categorias do Caymmi 2007,  foi apresentada ontem no Feitiço Mineiro e contou com a percussão afinadíssima de George Lacerda.

Momentos do show gravados pelo N95 e transmitidos ao vivo via Qik estão em http://www.qik.com/ecaparelli

Outras Trilhas recomenda a música http://qik.com/video/673756

dezembro 11, 2008 Posted by | Café Outras Trilhas, Outra economia, Uncategorized | , , , , , , , , , | 1 Comentário

2000’s com cara 90’s e cheiro de 30’s

 

Desesperado com as perdas amargadas na bolsa de valores, um investidor dos EUA liga para o PABX da Sala de Justiça. Perdeu todo o dinheiro durante a crise financeira e só tem poucos créditos no cartão telefônico. Tenta encontrar um super-herói que possa salvá-lo do inferno, mas é transferido de ramal para ramal por minutos.  No final, consegue falar com o Homem-Aranha, aparentemente especializado no tema. Ofegante, paletó banhado em suor, o investidor explica seu drama:

– Homem-aranha: a economia dos EUA está derretendo. Tudo vai desmoronar e só você pode nos ajudar…

Homem-aranha dá um sorriso e responde:

– Não…..

– Mas Homem-Aranha, a quebra de instituições financeiras pode levar a economia real à ruína. Empresas vão quebrar… é a depressão dos 30…

– Mmmmmm….Não….

– Homem-Aranha: não há mais ninguém em quem possamos confiar. Ninguém pode nos ajudar. Nem o Tesouro dos EUA. Você precisa fazer alguma coisa…

Diante da falta de resposta, da iminência dos dias de inferno, o investidor se atira da janela do 13o andar. O Homem-Aranha?

– Hehehehhehehe….

 

Essa é uma versão adaptada de uma das melhores tiradas do Sobrinhos do Athayde, programa de humor transmitido na rádio 89 FM de São Paulo no início dos anos 90, quando crise financeira era coisa de periferia.

O centro do capitalismo está em colapso. E não é um estouro de bolha, não é uma crise isolada. Pela magnitude das perdas e pela cara assustada dos analistas, o momento pode ser chamado de “Perfect Storm”, aquelas tormentas que ocorrem quando todas as variáveis mais terríveis ocorrem ao mesmo tempo. O Estado volta com força total (ele, sempre, o pai salvador) e idéias neoliberais são desmoralizadas.

Se você também cansou de ler tanto sobre nada em relação ao colapso neoliberal, experimente o artigo escrito pelo sociólogo Boaventura dos Santos, publicado no último dia 26 de setembro na Folha (ver abaixo). Perspectiva histórica com análise coerente. O título: “O impensável aconteceu”.

Eu o refrasearia o título: “O óbvio ululante aconteceu”. Linha fina: privatizaram ganhos e nacionalizaram os prejuízos.

Você conhece esse filme?

Ah, que saudade dos anos 90….

 

“A PALAVRA não aparece na mídia dos EUA, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo federal norte-americano decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

 

A medida não é inédita. O governo interveio em outras crises profundas: 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), 1907 (o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), 1929 (a Grande Depressão: em 1933, mil norte-americanos por dia perdiam suas casas para os bancos) e 1985 (crise das associações de poupança e empréstimo). O que é novo na intervenção em curso é sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de 30 anos de evangelização neoliberal conduzida com mão-de-ferro em nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia, porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.


Foi com essas receitas que se “resolveram” as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.


À luz disso, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingem o nível de autodestruição.


Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal. Muito continuará como dantes: o espírito individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos.


Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge novo patamar. O país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira maciça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão “soberana” de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o atual “american way of life”.


Segundo, FMI e Banco Mundial deixaram de ter autoridade para impor suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela fantasma. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, por exemplo, taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automotivo).

Não estamos ante uma desglobalização, mas estamos certamente ante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já presentes na África e na Ásia, mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul.

 

 

 

Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões de trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado.

 

Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção. Isso significa que, se o Estado não for profundamente reformado e democratizado, em breve será, agora, sim, um problema sem solução.


Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais e vão certamente refletir-se no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; as contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças”.

 

 

 

outubro 3, 2008 Posted by | Outra economia | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Yahoo! e Microsoft: “Mr Icahn: deixa o Jerry trabalhar!”

No mais recente episódio da novela “MicroHoo”, o clima estava fervendo nas dependências da empresa fundada por Jerry Yang e David Filo.

A atual diretoria da empresa deu início nesta segunda-feira (30) a uma ofensiva para mostrar a seus maiores acionistas que tomou a decisão certa ao rejeitar a oferta de US$ 47,5 bilhões da Microsoft.

Alguns acionistas da empresa estão irritados com a recusa. Um deles é o megainvestidor Carl Icahn (acima, de gravata e com olhar um tanto perturbador). Ele lançou uma campanha para substituir os executivos do Yahoo! e, se vencer o páreo, pretende afastar nada menos que Jerry Yang, executivo-chefe da companhia, segundo nota da Folha Online.

A briga não vai ser fácil. O Sr Icahn, um famoso especialista em aquisições de controle acionário, parece tão bilionário (é um dos 50 mais ricos do mundo) quanto turrão. Um pequena prova disso é a carta que ele escreveu recentemente para o chairman do Yahoo! publicada em maio no USA Today. Começa assim: “Eu ando cético sobre a efetividade de muitos conselhos e CEOs neste país e, como conseqüência, a habilidade de nossas companhias de competir”. E por aí vai…

Outra pista? Leia um dos últimos posts publicado pelo próprio investidor no seu blog, The Icahn Report. Título: Sobre CEOs – Metáfora Anti-Darwiniana – Sobrevivência dos Mais Fracos.

Serviço de Utilidade Pública: se você concorda com a decisão do Yahoo! de mandar a Microsoft às favas, pode enviar um comentário para o blog do Sr Icahn ou um email para ele (carl@icahnreport.com).

junho 30, 2008 Posted by | Outra economia | , , , , , , , , , , | 1 Comentário

Brasil: 40 milhões de internautas. E a “e-exclusion”?

A equação é simples. Coloque na rua boas políticas públicas de acesso aos computadores e à Internet. Agora, some tudo isso ao desenvolvimento da infra-estrutura de telecomunicações e a queda dos preços dos novos equipamentos. Combine os ingredientes anteriores às mudanças sociais e culturais da Sociedade de Rede. E o resultado são 40 milhões de brasileiros com acesso à rede mundial de computadores em casa, no trabalho, na escola, em cybercafés e nas bibliotecas. A marca foi divulgada hoje (27) aí no Brasil pelo Ibope/NetRatings e refere-se ao primeiro trimestre deste ano.

De acordo com nota publicada pela Folha Online, nos primeiros três meses de 2008, 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à Internet, o maior nível atingido no Brasil desde setembro de 2000, quando a empresa começou a fazer a medição no Brasil.

Pela nova pesquisa, podemos dizer que 22,5% dos brasileiros são internautas, muitos dos quais podem acessar a Internet em centros públicos. É, sem dúvida, um dado positivo. Na hora de celebração, é sempre importante lembrar que parte desse resultado é reflexo das políticas acertadas implantadas pelo governo federal e por algumas administrações públicas locais. O mercado sozinho não dá conta do recado e até os sábios de Washington sabem disso.

Também é importante não esquecer que ainda há muito trabalho pela frente. Em março do ano passado, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE mostrou que 79% dos brasileiros nunca haviam navegado na rede. Essa é a cara mais assustadora da brecha digital, o abismo entre navegadores e náufragos na Era do Petabyte.

A exclusão digital ou “e-exclusion” está longe de ser um problema brasileiro. É, sim, um tema tão global quanto a própria Internet.

junho 27, 2008 Posted by | Os Analógicos-Digitais, Outra economia | , , , , , , , | Deixe um comentário

Informação Aberta: GlaxoSmithKline “Goes Open Source”!

Cientistas da GlaxoSmithKline decidiram tornar pública toda a base de dados de um estudo sobre células do câncer, segundo a Wired.

A abertura da base de dados poderá acelerar a descoberta de novas drogas e testes de sangue ao oferecer um material valioso a pesquisadores com baixo ou nenhum financiamento.

Como menciona a própria Wired, foi uma tacada inteligente da multinacional dos medicamentos. Ao utilizar a lógica do “código aberto” (termo que empresto do mundo do software) ela permite que pequenas companhias possam fazer descobertas importantes que, depois, poderão ser usadas pela própria Glaxo.

Antes tarde do que nunca. Antes estratégia de negócios do que nada.

junho 23, 2008 Posted by | Os Analógicos-Digitais, Outra economia | , , , , , , | 1 Comentário

O acelerado ritmo dos transgênicos

O mapa mostra o avanço dos organismos geneticamente modificados (também conhecidos como transgênicos) e foi publicado em fevereiro pela The Economist. Entre os 23 países que adotaram os OGM, o Brasil apresentava um crescimento de 30% da produção desse tipo de alimento entre 2006 e 2007. Um avanço significativo, mas inferior ao de países como Índia (63%) ou Filipinas (50%).

Esta semana, duas notícias confirmam que o ritmo de expansão dos OGMs está tão acelerado quanto a alta dos preços de alimentos.

No Brasil, o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) aprovou na última quarta-feira, dia 18, uma nova variedade de milho transgênico. Em fevereiro, haviam sido autorizadas outras duas variedades, uma da Bayer e outra da Monsanto. A variedade foi liberada mesmo sem atender aos questionamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo nota do Greenpeace.

Segundo a ONG, a Anvisa e o Ibama já entraram com recursos contra a liberação comercial pela CTNBio dos milhos da Bayer e da Monsanto porque as empresas não apresentaram estudos que comprovassem a segurança dos produtos para o meio ambiente e para a saúde humana.

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Agora, veja novamente o mapa. Nada na América Central, não é? Até ontem. A Monsanto anunciou a compra do grupo gualtemateco Sementes Cristiani Burkard (SCB) por um valor não revelado. Com a transação, a multinacional poderá expandir seu mercado de sementes de milho nessa região.

Novamente: não se trata apenas de questões pontuais, mas da triste confirmação de uma tendência.

A Monsanto é líder mundial na produção do herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup. Também é líder mundial na produção de sementes geneticamente modificadas. Em poucas palavras, é peça-chave no avanço dos OGMs em todo o mundo.

Em um comunicado, a empresa informa que espera impulsionar as capacidades das duas companhias nas áreas de pesquisa e desenvolvimento no domínio da manipulação genética e hibridação para “oferecer um millho mais novo e altamente inovador aos agricultores.”

O que, para alguns, pode ser a salvação da lavoura e da crise de alimentos, deveria ser encarada com mais seriedade e preocupação.

Não há ninguém que comprove, até o presente momento, que esses alimentos são 100% seguros para o consumo humano. Os impactos ambientais são imprevisíveis e irreversíveis.

Sem falar dos aspectos sociais e econômicos. Os defensores dos OGM, como a Monsanto, afirmam que o cultivo dessas sementes aumentam a produtividade e trazem benefícios para pequenos agricultores nos países em desenvolvimento.

Segundos críticos, até o momento, nenhum transgênico plantado comercialmente apresentou aumento de produtividade. Além disso, os pequenos agricultores ficam dependentes dos pacote semente-herbicida vendido pela Monsanto.

Segundo o Greenpeace: “em 2007, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou nota informando que os agricultores que plantaram soja transgênica tiveram mais custos do que os que optaram pela soja convencional. Isso porque o glifosato, agrotóxico usado na soja transgênica, teve um aumento de 50% em seu preço, levando os custos de produção de soja transgênica para as alturas”.

Desnecessário mencionar a importância social do milho em países como México e da América Central, principalmente para as famílias de baixa renda. No México, a campanha Sin Maíz no Hay Maíz (Sem milho não há país) está fazendo barulho e reunindo diversas organizações mexicanas e estrangeiras (como a Oxfam).

Se você, como eu, desconfia dos transgênicos e das boas intenções da Monsanto, boicote os produtos que contenham soja ou milho geneticamente modificados. Clique aqui e conheça a lista produtos produzida pelo Greenpeace.

junho 20, 2008 Posted by | México, Outra economia | , , , , , , , , , , , | 4 Comentários

Brasil tem metabolismo acelerado para tecnologias

A nota foi divulgada no site da antenadíssima Wired. Um time de antropologistas ligados à Intel acaba de lançar o “Technology Metabolism Index” (algo como Índice de Metabolismo Tecnológico). O índice compara o grau de assimilação de novas tecnologias por cidadãos de diferentes países em relação aos níveis de riqueza dessas nações. O estudo oferece resultados polêmicos no debate sobre as causas do gap tecnológico entre as nações. Para os pesquisadores, o fator econômico não é o único responsável pela adoção rápida das TICs. Os EUA, por exemplo, não assimilam tão rapidamente as tecnologias como o Brasil. O estudo mostra que o Brasil está entre os países que possuem metabolismo acelerado para digerir as TICs.

A pesquisa deixa várias perguntas sem resposta. Mas, sem dúvida, oferece material farto para debate.

Para ver o mapa em alta resolução, clique em aqui. Para entender a imagem: quanto mais vermelho, mais acelerado é o nível de assimilação de tecnologias no país.

junho 13, 2008 Posted by | Os Analógicos-Digitais, Outra economia | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Quase iguais

Em Cuba, eu costumava perguntar a opinião das pessoas sobre as mudanças em curso no país. Na maioria das vezes, escutava queixas sobre dois temas: baixos salários e restrições para viajar ao exterior. Ao que tudo indica, o presidente Raúl Castro parece estar atento a essas reclamações. Na edição desta quarta-feira, o jornal Granma anunciou o fim do igualitarismo salarial, em vigor desde a revolução de 1959, e a adoção de um modelo de gestão em que os pagamentos são feitos com base no rendimento e produtividade. Até agosto, as empresas terão que se adequar às novas regras.

Isso quer dizer os trabalhadores serão remunerados a partir da produtividade e da qualidade do serviço prestado, sem teto salarial. Se trabalham mais, receberão mais e, desta forma, contribuem para o aumento da produtividade. Um ingrediente básico na receita da vizinhança capitalista.

Raúl, o “Castro pragmático”, assumiu a presidência de Cuba em fevereiro quando o imbatível Fidel deixou o cargo por problemas de saúde. Desde então, tomou várias medidas para liberar algumas das travas consideradas anacrônicas e desnecessárias pela própria população. Liberou a venda de celulares e computadores, autorizou a entrada de cubanos em hotéis e está sinalizando outras mudanças. Para os críticos, as medidas ainda são cosméticas. Para os cubanos, é o baile mais acelerado das últimas décadas.

O fim do igualitarismo salarial não é, de nenhuma forma, uma medida superficial. Mais do que uma mudança prática, tem implicações simbólicas importantes em um sistema em que o conceito de “igualdade” é algo fundamental. Nos últimos anos, Cuba tem testemunhado o agravamento das desigualdades sociais com o crescimento da indústria do turismo. Nos anos 90, o setor ajudou o país a superar a depressão econômica provocada pelo colapso da antiga URSS e agravada pelo irresponsável embargo econômico norte-americano. Mas criou um apartheid entre turistas e cubanos e entre cubanos que trabalham dentro e fora do turismo. Hoje, é evidente a emergência de uma nova classe social e da economia informal, a alternativa para os cubanos que precisam complementar sua renda familiar.

Essa é a realidade. Cuba ainda apresenta muitos indicadores positivos e, para mantê-los, é necessário ter os pés fincados no chão, ouvidos abertos para as ruas e olhos fechados para receitas liberais fáceis.

junho 12, 2008 Posted by | Em Cuba, Outra economia | , , , , , | Deixe um comentário

E a disputa nos EUA continua…

Os colégios eleitorais de Porto Rico começaram hoje, às 9h (em Brasília), as primárias do Partido Democrata. Os rivais Hillary  Clinton e Barack Obama irão disputar mais delegados, em busca da nomeação na convenção do partido em agosto.

Enquanto isso, nas ruas de alguma cidade lá de cima…

junho 1, 2008 Posted by | Outra economia | , , | 1 Comentário

Microsoft e os sábios da ISO

Em mais uma das estratégias de manutenção de seu naco de mercado, a Microsoft conseguiu em março que seu formato Office Open XML fosse adotado como padrão internacional para documentos eletrônicos.

A decisão foi tomada pelos sábios da Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em francês) e da Comissão Electrotécnica Internacional (IEC, na sigla em inglês). Sem conhecer em detalhes os caminhos das duas burocracias, só posso supor que:

1) Esses senhores desconhecem as consequências financeiras e sociais de tal decisão para os países, principalmente aqueles em desenvolvimento, e/ou

2) Esses senhores conhecem muito bem as consequências financeiras de tal decisão…

Pois bem, a boa nova é que o Brasil acaba de entrar com um recurso contra a adoção do formato Microsoft. África do Sul e Índia já haviam apelado contra o mesmo procedimento.

Segundo a BBC, “os países contrários à decisão argumentam que o processo de aprovação do padrão foi conduzido de forma apressada e os órgãos nacionais de padronização ainda não receberam a versão final do texto aprovado, mais de um mês depois do prazo estabelecido pelas regras do comitê técnico”.

Esperemos, agora, a resposta dos sábios do Conselho.


maio 31, 2008 Posted by | Outra economia | , , | Deixe um comentário