Outras Trilhas

Qual é a sua bússola?

Mídia, música popular e Sir Waldick

música popular de primeira

Waldick: música popular de primeira

A cada dia que passa, venho perdendo o hábito de comprar e ler jornais brasileiros. A Internet me oferece quase toda a cota diária de informação que preciso para estar relativamente bem informada.
Com o Google Reader e o Twitter, complemento minha dieta informativa.

Claro, se falta profundidade, recorro às revistas, um ou outro artigos de opinião ou especializados ou com a ajuda de amigos envolvidos com os temas. Gosto do papel, não vivo sem livros, mas convenhamos: a Internet tem oferecido uma melhor relação custo/benefício para o leitor do que a mídia tradicional (custo, diversidade, criatividade, utilidade etc).

Hoje, tive uma grata surpresa ao ler o caderno de Cultura do Correio Braziliense (comprado por uma amiga). A matéria de capa é sobre Sérgio Magalhães, vencedor do Prêmio Sesc de Música deste ano. Sérgio é um fluminense de Duque de Caxias que veio morar em Brasília em 1993. Poucos anos depois de sua chegada, decidiu trilhar o mundo da música e se matriculou na Escola de Música de Brasília, onde passou a participar de aulas de teoria musical e cantor popular.

Foi apoiado pelo violonista Jaime Ernest Dias e hoje, com 44 anos, conquistou o primeiro lugar do prêmio promovido pelo Sesc com a música Prenúncios do Final. Em 2007, ele já havia obtido a segunda colocação com a música Até quando.

Segundo Sérgio, suas músicas são inspiradas em seu ofício de pedreiro. “Por incrível que pareça, é no meio da obra que surge a inspiração para os meus sambas”, disse ao jornalista Irlam Rocha Liam.

O Correio deu espaço para novos músicos e ofereceu aos leitores novidade com informação de primeira.

Merece Três Trilhas (pontuação vai de 0 a 5)!

P.S.: Aproveito o post sobre música popular para lamentar a morte de Waldick Soriano. Autor de hits dos anos 70 como Eu não sou cachorro não e A carta, era uma desses grandes artistas populares, que conseguem sensibilizar multidões com letras sobre o cotidiano. Já foi classificado de cafona, brega e, há poucos anos, se transformou em “cult”. Ou seja: Sir Waldick para você, doutor!

A vida do artista é tema de um documentário dirigido pela atriz Patrícia Pillar intitulado Waldick e do livro Eu não sou cachorro não – Música Popular cafona e ditadura militar, do historiador e jornalista Paulo César Araújo.

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setembro 5, 2008 - Posted by | Café Outras Trilhas | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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