
Povoado de Machaca

Flamingos, Salar de Atacama

Onde está Wally? No Salar de Atacama



Gelo no deserto (Foto com licença CC: pode ser reproduzida desde que sua autoria seja atribuída a Lucius Curado)

Publicado por outrastrilhas em Outubro 18, 2009

Povoado de Machaca

Flamingos, Salar de Atacama

Onde está Wally? No Salar de Atacama



Gelo no deserto (Foto com licença CC: pode ser reproduzida desde que sua autoria seja atribuída a Lucius Curado)

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Publicado por outrastrilhas em Dezembro 11, 2008
E o show do compositor e cantor Tiago Rocha realizado ontem aqui em Brasília foi delicioso. A versão acústica do Humanufaturas, vencedor de três categorias do Caymmi 2007, foi apresentada ontem no Feitiço Mineiro e contou com a percussão afinadíssima de George Lacerda.
Momentos do show gravados pelo N95 e transmitidos ao vivo via Qik estão em www.qik.com/ecaparelli
Outras Trilhas recomenda a música http://qik.com/video/673756
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Publicado por outrastrilhas em Outubro 10, 2008
(Antes de mais nada, perdoem o meu teclado. ele nao sabe o que faz)
Sai do trabalho animada com a ideia de assistir alguns filmes do festival Anima Mundi 2008 Especial Brasilia, exibido no Centro Cultural Banco do Brasil.
Bastaram pouco mais de 40 minutos para que o diretor argentino Juan Pablo Zaramella envolvesse completamente a pequena plateia de 100 pessoas com seu universo de infinitas possibilidades.
Zaramella tem uma linguagem peculiar e utiliza diversas tecnicas de animacao para criticar ditadores (El Guante, Argentina, 2001), satirizar o fanatismo religioso (Lapsus, Argentina, 2007) ou falar de pequenas grandes verdades (Viaje a Marte, Argentina, 2004). As producoes sao impecaveis e o humor, deliciosamente inteligente.
O diretor argentino parece ter arrancado de nos a capacidade de gargalhar com cenas cotidianas esquecidas por nosso apetite por informacao ou pela doenca da falta de tempo. Zaramella mostra que aquilo que nos faz sorrir pode estar ali, bem debaixo do nosso nariz (literalmente).
Com uma boa dose talento e criatividade, ele apenas da um empurraozinho para que possamos participar da farra da vida. E e facil aceitar o convite.
Minha deliciosa noite animada me fez lembrar de como era facil gargalhar quando eu tinha 10 anos. E de como hoje e importante para mim ter vivido essa Maria Estela de pes descalcos na areia branca de Copacabana.
A memoria da infancia e uma parte fundamental do que somos como adultos e, em muitos casos, guia nossas atitudes e decisoes. Essa e o mote principal da nova campanha do UNICEF, que lancamos ontem aqui no Brasil.
O internauta e convidado a contar uma história marcante de seus tempos de criança em um hotsite como forma de envolvê-lo com a causa da infância.
O principal objetivo da ação que lancamos é despertar em quem escreve e lê as histórias o desejo de ajudar meninas e meninos mais vulneráveis e de contribuir com o trabalho realizado pelo UNICEF no Brasil. Deixe la minhas historias de areias.
O internauta também pode ajudar a divulgar a campanha baixando a imagem do brinquedo escolhido com a frase “Eu doei a minha infância” e publicar o relato em seu site pessoal, no seu blog ou em comunidades virtuais como o Orkut.
Conte uma historia no www.doeumainfancia.org.br e veja Zaramella!
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Publicado por outrastrilhas em Setembro 3, 2008
Em 2006, as criações do cantor e compositor Sérgio Sampaio voltaram a vibrar fora dos círculos de fãs incondicionais graças à brilhante idéia de Zeca Baleiro de resgatar e compilá-las no álbum Cruel, lançado pela Saravá Discos (selo do próprio Zeca).
Sérgio Sampaio ficou conhecido por criações como “Eu quero é botar meu bloco na rua”, que estourou em 1972. Tinha fama de maldito por assumir, sem pudores, sua autenticidade desconcertante.
Morreu com apenas 47 anos, em 1994, deixando apenas três trabalhos solo – Eu quero é botar meu bloco na rua (1972), Tem que acontecer (1976) e Sinceramente (1983). Com Cruel, temos o prazer de escutar gravações inéditas de Sampaio gravadas nos anos 80 e início dos 90.
Quem me deu a dica sobre Cruel foi o amigo pernambucano Inácio França. Numa conversa que tivemos na época do lançamento do álbum, disse, categórico: “você precisa ouvir isso. Precisa!”
Hoje, recebi um presente de outro amigo pernambucano, o também jornalista Dauro Veras. Congelada na foto, mais uma dança de cores no céu de Brasília.
Quando abri a foto, lembrei imediatamente da canção Brasília, composta por Sérgio. Ele, um capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, também congelou a capital federal, mas em música. Está lá, no álbum Cruel, que “você precisa escutar. Precisa!”
Brasília
(Sérgio Sampaio)
Quase que ando sozinho por todos os bares
Freqüento lugares, namoro suas filhas, Brasília
E posso dizer que começo a voar
Sossegado em seu avião
E mesmo com o ar desse jeito tão seco
Consigo cantar no seu chão
Quase que me sinto em casa em meio a suas asas
E “dáblius” e “eles” e eixos e ilhas, Brasília
Cidade que um dia eu falei que era fria
Sem alma, nem era Brasil
Que não se tomava café numa esquina
Num papo com quem nunca viu
Sei que preciso aprender
Quero viver pra saber
E conhecer Brasília
Ver o que há, Paranoá
Lago de sol, noite, lua
O olho do amor desconhece a armadilha
Assim vim ver Brasília
Quase que me sinto bem distraído em suas quadras
Tão bem arrumadas com suas quadrilhas, Brasília
Concreto plantado no asfalto do alto
O céu do planalto onde estou
Aqui na cidade dos planos
Conheço um cigano que não se enganou
PS.: E, como não encontrei a música na Internet (umpf!), deixo aqui uma gravação de Sérgio Sampaio interpretando Luiz Melodia.
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Publicado por outrastrilhas em Setembro 3, 2008
Decidi “subir” o comentário deixado pela antropóloga Lea Tomass sobre o post anterior para ajudar a esquentar o debate sobre o caso Raposa/Serra do Sol até o julgamento no STF. A disputa judicial deve ocorrer ainda no segundo semestre, segundo o presente dessa corte, ministro Gilmar Mendes.
De fato, na agenda da mídia tradicional, a questão indígena é um dos últimos itens da lista de prioridades, salvo raras exceções. E quando índio tem espaço na cobertura? A experiência mostra que isso acontece quando o assunto está relacionado à agenda internacional de desenvolvimento, direcionada por organizações internacionais, fundações e doadores internacionais de recursos, por exemplo.
Por isso, a mídia alternativa tem um papel cada vez mais fundamental em processos como o que ocorre neste momento em Roraima.
Com vocês, o comentário-post:
Raposa/Serra do Sol: demarcação contínua ou descontínua???
Alguém, na mídia, enfatizou a questão central a respeito da solicitação dos fazendeiros (e, por consequência, o Estado de Roraima) que querem a demarcação descontínua da terra indígena e comparou com a situação dos guarani do Mato Grosso do Sul, que tiveram suas áreas demarcadas de forma também descontínua?
É fato: minorias indígenas não dão “pauta”! São esses grupos em Mato Grosso do Sul, os guarani, que são alvo dos observadores de direitos humanos internacionais por apresentarem altos índices de desnutrição infantil e suicídio entre adolescentes. A agenda internacional e, por consequência talvez a mídia hegemônica, ocupa-se com infância e adolescência e por isso, a problemática do Mato Grosso do Sul andou bastante noticiada nos últimos tempos.
No caso de Mato Grosso do Sul, as condições precárias e mesmo a violência intergrupos lá encontrada relaciona-se diretamente com a demarcação em áreas descontínuas lembrando os países africanos que, à época da colonização, foram delimitados pelos europeus à revelia de históricas guerras intertribais (caso da Etiópia, por ex.): diante de desavenças, era comum a cisão e o estabelecimento de nova aldeia, em outra região, sem perda das relações diplomáticas entre os grupos. Sem espaço, as formas tradicionais de resolução de conflitos não puderam mais ser acionadas.
Enviado em Outros relatos, Uncategorized | Tagged: agenda da mídia, agenda internarcional de desenvolvimento, Artigos, índios, Lea Tomass, mídia e questão indígena, ministro Gilmar mendes, pauta, Raposa Serra do Sol, STF, STF e Raposa Serra do Sol | 2 Comentários »
Publicado por outrastrilhas em Agosto 29, 2008
Como você já deve saber, o relator da ação no STF, ministro Carlos Ayres Britto, deu voto favorável à demarcação contínua da reserva Raposa/Serra do Sol. Ele pediu que seja derrubada a liminar que impedia a operação da Polícia Federal de retirada dos arrozeiros daquela região. A decisão foi comemorada pelos povos indígenas de Roraima.
No entanto, o STF adiou a decisão final em razão do pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes. O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, disse que o julgamento deverá acontecer “se possível ainda neste semestre”.
Como era de se esperar, o grupo ligado aos arrozeiros celebrou com fogos de artifício a suspensão do julgamento. A festa teve direito a gritos de “viva a pátria”, “viva o Brasil” e “é campeão”, segundo a Folha Online.
Nesse clima de espera, publico aqui o comentário Adelson Gonçalves, índio tariano, sobre o post anterior.
Creio que é uma resposta bem mais contundente do que os argumentos dos nacionalistas-de-oportunidade.
Caros Leitores,
sou îndio tariano, acadêmico de direito pelo Universidade do Estado do AM. Este marco histórico que a conterânea Advogada Joenia está fazendo serve de estímulo e esperança de que nós também podemos conseguir lugar ao sol (ou sombra?). Emocionamos ao ver Joenia fazendo sustentação oral na mais alta Corte do país. Sim, é Ela, Joenia, uma wapichana, com todo orgulho, uma índia.
Espera-se que STF não “rasgue” nossa Constituição com a sua decisão na qual inúmeros povos lutam por dias melhores, que não se repitam os 500 anos de massacre e genocídio.
Se você quiser entender melhor o caso, leia esta página produzida pelo ISA.
Enviado em Outros alvos, Uncategorized | Tagged: Adelson Gonçalves, arrozeiros, îndio tariano, Carlos Alberto Menezes, Carlos Ayres Britto, conflito em Roraima, etnia wapichana, Gilmar Mendes, Instituto Socioambiental, ISA, Joênia Batista Carvalho, raposa do sol, rasgar a Constituição, reserva Raposa/Serra do Sol, Roraima, STF | 5 Comentários »
Publicado por outrastrilhas em Agosto 6, 2008
Nova dica. Desta vez, para quem quer acompanhar resultados e ver reportagens sobre os jogos olímpicos pela web.
O site especial produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está sensacional e é uma excelente alternativa.
Segundo Emerson Luis, um dos coordenadores de conteúdo do hotsite: “tudo foi desenvolvido em ferramentas livres, exceto o flash, ainda o código mais prático para exibição de vídeos. A base do site todo é em WordPress”.
Bons jogos!
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Publicado por outrastrilhas em Julho 14, 2008
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés, os caminhões
Aponta contra os chapadões, meu nariz

Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento
No planalto central do país
(Letra de Tropicália, de Caetano Veloso)
Você já tem um bom motivo para visitar Brasília entre os dias 15 de julho e 30 de agosto: a exposição A Utopia da Modernidade: de Brasília à Tropicália. O evento faz uma leitura da cidade ao relacionar sua concepção (ordenada e racional) aos elementos estéticos da Tropicália, movimento cultural brasileiro que combinou manifestações tradicionais da cultura nacional com inovações estéticas.
A Tropicália ou Tropicalismo se manifestou por meio da música (Caetano Veloso, Torquato Neto, Gilberto Gil, Os Mutantes e Tom Zé); das artes plásticas (Hélio Oiticica), do cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Glauber Rocha) e do teatro (José Celso Martinez Corrêa).
A proposta da exposição está baseada na tese homônima de Ana Queiroz, curadora e amiga de longa data. Formada em História da Arte pela Universidade Complutense de Madrid, Ana é coordenadora da área de Intercâmbios e Cooperação Ibero-Americana da Casa da Cultura da América Latina, ligada à Universidade de Brasília.
Ana é daquelas pessoas sempre inquietas, capazes de conhecer o objeto de estudo em seus detalhes mais imperceptíveis. E a exposição parece refletir a dinâmica interna de sua criadora. Ontem, a dois dias do evento, eu e Andrea VG, da Produtora VideoIdéia, fomos ao Museu Nacional filmar o making-off da exposição. Conversamos longamente com Ana e os responsáveis pela museografia. Mesmo ainda em construção, o resultado era supreendente.
Dentro e fora do museu, o visitante é convidado a participar dessa viagem aos anos 50 e 60, um dos períodos mais criativos das artes brasileiras. Em A`Utopia da Modernidade, prepare-se para interagir com a história por meio de releituras e originais de obras concebidas naqueles anos loucos.
“Ou não…”
Em breve, publicarei um post com o vídeo sobre a exposição produzido pela Videoidéia.
Siga essa trilha:
A Utopia da Modernidade: de Brasília à Tropicália
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (a nave espacial branca aterrissada na Esplanada dos Ministérios)
De 15 de julho a 30 de agosto de 2008
Brasília
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