“Mezcla” argentina: Lisandro Aristimuño e Juana Molina
Ok. A passagem pela Zival, a “Modern Sounds” de Buenos Aires, pode ter reduzido minha conta bancária. Mas a visita só aumentou meu apetite pelas novas tendências do rock/pop (ou sabe lá Deus o que) argentino.
Com vocês, Lisando Aristimuño, uma mistura de Radiohead e Maná (sim, isso é possível!). Em seguida, a endiabrada Juana Molina, uma “mezcla” de Björk, Laurie Anderson e Julieta Venegas.
Cafe de los Maestros: imperdivel (para tango-cardiacos)!!!

Os mestres no Teatro Colon: imperdivel!
Se voce gosta de tango e ainda nao viu o documentário com roteiro do musico argentino Gustavo Santaollala, esta perdendo uma grande oportunidade de se deliciar com um belissimo filme sobre esse genero musical.
O documentario e, na verdade, o making of da gravacao do album homonimo. Nao espere explicacoes didaticas sobre a historia do tango, apresentacoes sensuais de dancarinos ou informacoes detalhadas sobre Astor Piazzolla. Cafe de los Maestros e mais do que isso.
O filme apresenta, de forma elegante e envolvente, o cotidiano de alguns dos melhores musicos de tango e membros das bandas e orquestras que conquistaram a fama nos anos 1940 e 1950, era dourada do tango.
Santaollala (vencedor de dois Oscars por suas músicas para os filmes O Segredo de Brokeback Mountain e Babel) convida o telespectador a participar de encontros com Salgan, Leopoldo Federico, Lágrima Ríos e seu violonista Aníbal Arias e José Luis Stazo, apenas para citar alguns nomes. Pelas maos dele, estamos diante das historias de homens e mulheres que ajudaram a criar o ritmo mais intenso do planeta.
“Se voce nao sente o seu coracao bater forte quando toca tango, dedique-se a outra coisa”, diz um deles. Um resumo perfeito e comovente do significado de sua arte.
E ‘e exatamente essa intensidade que sentimos ao assistir Cafe de los Maestros. Por isso, se voce nao sentir algo intenso ao escutar tango, francamente, dedique-se a outro programa.
PS.: Como vc pode ter percebido, o teclado da Audrey, the Mac, ainda nao foi devidamente configurado. Perdon!
Mendoza: na terra dos Bacos do deserto
Na van, a guia – uma estudante de filosofia argentino-gaulesa, informa aos turistas presentes: em Mendoza, a ordem agora e trocar quantidade por qualidade. E ela tem razao. A regiao vem ganhando rapidamente os aplausos de consumidores e conhecedores de vinho mundo afora por obedecer a nova filosofia das melhores vinicolas mundiais.
No seculo XIX, com a chegada dos imigrantes europeus, a producao de vinhos era realizada em grande escala. A partir dos anos 90, principalmente em razao da crise interna que assolou o pais, essas empresas familiares passaram a investir no mercado externo. Para isso, apostaram na qualidade de seus produtos. A crise tambem tornou a regiao um copo cheio para os investidores estrangeiros, que compraram bodegas tradicionais e construiram modernas instalacoes.
Mendoza e uma cidade localizada no meio do deserto e um sistema de irrigacao mantem a cidade suficientemente arborizada e agradavel. A vida noturna e agitada, os restaurantes sao tentandores e, claro, a oferta de vinho bom e barato (se comparado ao Brasil) e simplesmente irresistivel. Um vinho medio (para os padroes locais) sai por volta de R$ 30. E que vinho!
E dificil nao ficar levemente embriagado por ali. Em um tour pela agencia Ampora (o mesmo do inicio do post), voce pode visitar tres bodegas (vinicolas) da regiao de Lujan de Cuyo: Finca Decero, Los Chacras, Benegas. E possivel conhecer instalacoes mais modernas (Decero) e mais tradicionais (Chacras e Benegas) e degustar algumas de suas melhores producoes. O almoco e servido em um restaurante local onde o prato principal e, obviamente, o vinho. Sao servidas seis tacas, uma para cada entrada ou prato.
Na terra de Piazolla e dos Bacos do deserto, o que poderia ser mais promissor para 2009…
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