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Música livre: Washington e os genes rebeldes do Molotov

Escrito por outrastrilhas em Junho 14, 2008

Todo mexicano que se preze carrega consigo um punhado de genes rebeldes. E quando esses genes decidem aparecer, você corre o risco de estar no meio de um conflito em Oaxaca ou encontrar gente como Tito, Micky, Paco ou Gringo Loco, os meninos malcriados do Molotov. Criada em 1995, a banda de rock não poderia ter um nome mais apropriado. Já foi considerada pela Vibe como a resposta latina ao Rage Against the Machine.

Logo de saída, causaram barulho. Várias lojas do México se recusaram a vender o primeiro álbum “Onde as meninas vão jogar?” (uma paródia ao “Onde vão jogar os meninos”, da banda Maná). Motivos? A capa do CD mostra uma menina, aparentemente com menos de 18, saindo de um carro com a calcinha abaixada na altura dos joelhos. Nas letras, uma mistura de sexo, política e muitos, muitos palavrões. A música “Puto”, por exemplo, foi criticada por ofender a comunidade gay.

Eles podem ser chamados de politicamente incorretos. E são. Mas o melhor da banda não é sexismo ou a deliqüência gratuita. Muitas das músicas criticam, de forma inteligente e certeira, a cena política dentro e fora do México.

É o caso de “Frijolero”, que saiu no álbum Dance and Denso, de 2003. Em um momento que os Estados Unidos aprimoram sua cordial política migratória, a letra está mais atual do que nunca. A dica de música livre desta semana não tem licença Creative Commons. Mas, what the hell? “Frijolero” merece constar no playlist de qualquer antipatizante do time de Washington. Clique aqui para ver o videoclipe.

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