Outras Trilhas

Qual é a sua bússola?

Toda nudez será castigada: o caso Uniban

Publicado por outrastrilhas em Outubro 31, 2009

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Vídeo mostrando estudante sendo expulsa na Uniban é incluído na área Entretenimento dos Mais populares do YouTube

Muito é discutido sobre a violência contra a mulher , mas nem sempre as pessoas identificam as formas menos óbvias de violação. A mais sutil, e nem por isso menos dilacerante, é a violência psicológica, ato que causa danos à auto-estima ou à identidade de uma pessoa. É uma violência que se materializa em insultos, humilhação ou ridicularização, apenas para citar alguns exemplos que se enquadram no episódio da estudante de turismo da Uniban expulsa por seus colegas por usar um diminuto vestido.

 

Mais chocante que o fato em si é a perpetuação desse tipo da violência nos comentários feitos por homens e mulheres após a divulgação da notícia. Muitos corroboraram a opinião dos estudantes da Uniban e criticaram abertamente o comportamento da estudante hostilizada.

A seguir, apenas algumas amostras do que encontrei na rede:

Para a aluna de fisioterapia Renata Dangelo (da Uniban), 24, a estudante que saiu sob um coro de ofensas dos colegas poderia ter evitado a situação. “Não vi, mas muita gente disse que dava para ver até a calcinha dela quando estava subindo a escada. Aí não é questão de ser mulher ou de ser homem. Ela não precisava ter provocado as pessoas, vindo para a faculdade daquele jeito só para aparecer. Só de ver aquilo na internet eu fiquei com muita vergonha do que ela fez. Será que ela se esqueceu de que tem mãe?”, questionou. Sobre os colegas, foi mais econômica: “Eles não precisavam se expressar daquele jeito. Não se chama mulher nenhuma de prostituta”. (publicado no  UOL)

“Essa história tá pela metade, essa garota devia se achar a última coca cola do deserto, devia ter procurado briga com alguma garota de lá, não sei… Mas esse papinho de que foi hostilizada só por causa de um vestidinho curto não convence não… Eu também gosto de usar roupas curtas e todo mundo gosta de mim (pelo que eu saiba), não preciso ficar me auto afirmando toda hora”. (Comentário de “Monica” sobre post no blog do Nassif)

O que Renatas e Monicas não percebem é que, ao perpetuar esse tipo de preconceito, estão ameaçando seus próprios direitos e abrindo espaço para a violência contra elas mesmas. Talvez não usando uma roupa “indecente”, mas fazendo um escolha que, em uma perspectiva distorcida, pode ser considerada digna de humilhação generalizada. Afinal, quando a irracionalidade, o ódio e o preconceito prevalecem, qualquer decisão pode ser digna de rechaço da opinião pública. E é exatamente esse cenário sombrio que todos nós – homens e mulheres – precisamos evitar.

Não é possível analisar o episódio da Uniban isoladamente. É ingênuo imaginar que aquele comportamento acontece apenas nos intramuros daquela instituição de ensino. O caso, na verdade, fala muito mais de nós, como sociedade, e serve como alerta. Se conseguimos aprovar leis como a Maria da Penha, ainda temos um longo caminho para garantir que os direitos de todas e cada uma das mulheres seja garantido.

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Vida no deserto do Atacama

Publicado por outrastrilhas em Outubro 18, 2009

Povoado de Machaca

Povoado de Machaca

Flamingos, Salar de Atacama

Flamingos, Salar de Atacama

Onde está Wally? No Salar de Atacama

Onde está Wally? No Salar de Atacama

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Gelo no deserto (Foto com licença CC: pode ser reproduzida desde que sua autoria seja atribuída a Lucius Curado)

Gelo no deserto (Foto com licença CC: pode ser reproduzida desde que sua autoria seja atribuída a Lucius Curado)

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Destino: Deserto do Atacama, Chile

Publicado por outrastrilhas em Outubro 17, 2009

Guarda do parque voltando para a base próxima à Laguna Miscanti, Atacama (Licença CC, pode ser reproduzida, desde que os créditos sejam dados para Estela Caparelli/OutrasTrilhas

Guarda do parque voltando para a base próxima à Laguna Miscanti, Atacama (Licença CC - foto pode ser reproduzida desde que a autoria seja atribuída a Estela Caparelli/OutrasTrilhas)

Você, com certeza, já deve ter usado a palavra “deserto” para se referir ao vazio de um lugar ou de uma situação. Afinal, convenhamos, o deserto é um local árido, sem vida, com pouco ou nada para ser visto, certo?

Lamento informar que, se você se você concorda com a afirmação acima, está irremediavelmente errado. O deserto do Atacama, no norte do Chile, é uma das provas de que a natureza não deixou de ser generosa com esses locais de baixa precipitação pluviométrica. São paisagens impressionantes, tons de azul e vermelho jamais catalogadas, lagoas de sal, vulcões calados, sem falar na fauna e flora únicas.

Note que estamos falando do mais alto e árido deserto do mundo. Segundo a Wikipedia, é o lugar na Terra que passou mais tempo sem presenciar chuvas: foram 400 anos (quatrocentos, isso mesmo) sem indícios de uma gota de água vinda do céu.

Mesmo para aqueles que ouviram falar dos seus atrativos naturais – como foi o meu caso – o Atacama é capaz de embasbacar o mais cínico dos mortais. Talvez sejam as toneladas de quartzo e de cobre debaixo da terra, talvez seja a herança indígena dos aymaras que impregna as sopradas de vento ou, quem sabe, a inacreditável profusão de corpos celestiais acima de nossas cabeças. Não importa: penetrar no Atacama é deixar um pouco de si mesmo para trás (incluindo ideias como a de que o deserto é “deserto”).

Essas tem sido razões suficientes para tornar San Pedro de Atacama, uma das portas de entrada para o deserto, é um dos mais populares destinos turísticos do Chile. Encravada a 2440 metros de altitude, San Pedro é um pequenino povoado de 3 mil habitantes dedicado ao turismo com ar rústico e muito acolhedor. Mesmo em baixa temporada, você vai desembolsar bem mais do que pousadas e hotéis têm a oferecer. Mas o investimento vale cada centavo de peso chileno gasto na jornada.

O povoado já foi ponto de parada obrigatória nos tempos pré-colombianos na rota entre as montanhas e a costa chilena. No século XX, os transportadores de gado paravam por ali antes de seguir jornada para o campos de nitrato do deserto. Durante os passeios por Atacama, ainda é possível encontrar algumas áreas agrícolas milenares, onde a população local ainda cultiva frutas e vegetais.

Visão da Laguna de Cejar (Foto com licença CC, pode ser reproduzida desde que seja creditada a Estela Caparelli/OutrasTrilhas

Visão da Laguna de Cejar (Foto com licença CC: pode ser reproduzida desde que sua autoria seja atribuída a Estela Caparelli/OutrasTrilhas)

Fotos e descrições dos atrativos de Atacama são injustos com sua grandeza. Por isso, depois dessa viagem de apenas quatro dias (a próxima será para a vida toda), posso oferecer os seguintes conselhos:

1. Leve uma grande mochila e se prepare para climas extremos: roupas leves para o calor infernal das manhãs e pesadas o suficiente para segurarem o frio que podem chegar a 25 oC negativos às 4 da manhã na área dos geiseres.

2. Não deixe de observar as estrelas no deserto. Dizem os especialistas que esse é um dos melhores lugares do mundo para contemplar os corpos celestes. Deve ser verdade: o maior radio telescópio do planeta está sendo construído no local a partir do projeto que leva o instigante nome de A.L.M.A. Alugue um carro e fuja e madrugada para o deserto ou faça um tour pelas estrelas com o astrônomo francês Alain Maury. Com muito humor, ele vai explicar como “ler” as estrelas e você ainda poderá observar os astros por meio de alguns telescópios espalhados no local onde ele montou com sua mulher o Servicios Astronomicos Maury y Compañia (055 851 935 ou www.spaceobs.com). O tour noturno de duas horas e meia vale 30 reais e dá direito a uma caneca de chocolate quente no final das observações (acredite: você vai precisar de pelo menos duas delas para se reaquecer). Nota: A foto abaixo foi tirada por Maury usando um de seus telescópios.

Lua, foto tirada a partir de telescópio de Alain Maury durante o "tour pelas estrelas"em Atacama

Lua, foto tirada a partir de telescópio de Alain Maury durante o "tour pelas estrelas"em Atacama

3. Pukara de Quitor. Alugue uma bicicleta no final de tarde e parta para as ruínas para Pukara de Quitor, a 15 minutos de pedaladas de San Pedro. Prepara-se para uma escalada de 10 minutos até o cume das ruínas e ganhe uma vista panorâmica de todo o vale, com direito a vulcões comportados.

4. Você pode ficar dias, meses, anos conhecendo e se envolvendo pelo Atacama (ou até pensar em ficar por lá, como foi o meu caso). Mas os passeios mais populares (e não menos magníficos) são:

Lagos Antiplanicos: Conheça os flamingos pela manhã na Laguna Chaxa, no Salar de Atacama, e depois dirija-se aos lagos Miñiques e Miscanti e preste atenção na cor dessas formações milenares de água e pedra. Você já tinha visto algo tão incrivelmente azul e salgado?

Laguna Miñiques (Foto com licença CC - pode ser reproduzida, desde que os créditos sejam dados para Estela Caparelli/OutrasTrilhas

Laguna Miñiques (Foto com licença CC - pode ser reproduzida desde que a autoria seja atribuída a Estela Caparelli/OutrasTrilhas)

Gêiseres do Tatio – É um dos hits do Atacama com toda razão: é incrível ver a água a uma tempetatura de 85o C saltando de pequenas fissuras do chão e formando espetaculares cortinas de fumaça em meio ao amanhecer no deserto. (Confesso que almadiçoei a mim mesma por ter aceitado acordar as 3h50 da manhã e enfrentar o frio de -12 oC. Mas o cenário de ficção rapidamente descongelou meu mau humor). Lembrando que os gêiseres de Tatio são formados quando rios gelados subterrâneos entram em contato com rochas quentes.

Geisers do Tatio (Foto com licença CC, pode ser reproduzida desde que os créditos sejam dados para Estela Caparelli/OutrasTrilhas

Geisers do Tatio (Foto com licença CC, pode ser reproduzida desde que a autoria seja atribuída a Estela Caparelli/OutrasTrilhas)

Valle de la Luna – Ver o multicolorido espetáculo de cores nas montanhas, vulcões sonolentos e rochas do Vale é paraíso para fotógrafos amadores e profissionais. Quem disse que Deus não usa PhotoShop?

Valle de la luna, Coyote (Foto com licença CC, pode ser reproduzida desde que o crédito seja dado para Estela Caparelli/OutrasTrilhas

Valle de la luna, Coyote (Foto com licença CC, pode ser reproduzida desde que o crédito seja atribuído a Estela Caparelli/OutrasTrilhas)

Laguna de Cejar – Flutue por uma das lagoas mais salgadas do mundo, confira porque é tão difícil (impossível?) chegar até o fundo dela e contemple, ali mesmo, o entardecer multicolorido com um Pisco Sour gelado. Dica: convença seu guia a fica até o início da noite e, no caminho de volta, peça para parar no deserto. A visão celestial e os sopros de vento valem CADA segundo da viagem ao Atacama.

E se você ainda acredita que deserto é sol, areia e rocha, confira o próximo post.

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Momentos cubanos

Publicado por outrastrilhas em Outubro 16, 2009

No ano passado, conheci em Cuba o fotógrafo brasileiro Tadeu Vilani no final da popular celebração do Dia da Trabalhador. Em poucos minutos de conversa, selamos uma parceria que teria como resultado as imagens realizadas para a reportagem que produzi para a revista Época sobre a blogueira Yoani Sanchez e a nova geração de cubanos.

Naquele momento, Tadeu estava entusiasmado com a possibilidade de voltar para a ilha no ano seguinte para as celebrações dos 50 anos da Revolução. O entusiasmo se transformou, de fato, em uma segunda viagem à ilha. “Acompanhando as notícias que circulavam, fiquei cada vez mais interessado em conhecer a ilha, e poder através da fotografia perceber as mudanças que estavam ocorrendo”, diz o fotógrafo.

As imagens dessas incursões por ruelas, casas, estradas, esquinas e plazas estão na exposição Compadre ?Que pasa? , que acontece entre os dias 27 e 30 de outubro no Centro de Eventos, Campus I, da UPF, em Passo Fundo.

Você também pode conferir as fotos da mostra em www.compadrequepasa.blogspot.com

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Como evitar a gripe suína? – Parte II

Publicado por outrastrilhas em Agosto 22, 2009

Estava afastada do OutrasTrilhas nas últimas semanas e, ao conferir as estatísticas do blog, me surpreendi com o número de acessos ao post que escrevi meses atrás sobre a gripe suína. Como o post está totalmente desatualizado e o assunto ainda gera dúvidas, publico aqui as novas informações divulgadas no site do Ministério da Saúde.

Neste post, a lista começa com a pergunta 10. Prevenção é fundamental.

Perguntas e respostas sobre Influenza A (H1N1) – atualizadas em 16/07/2009

10. Como eu posso me prevenir da doença?
Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

1. Existe transmissão sustentada do vírus da Influenza A (H1N1) no Brasil?
Desde 24 de abril, data do primeiro alerta dado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o surgimento da nova doença, até o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde só havia registrado casos no país de pessoas que tinham contraído a doença no exterior ou pego de quem esteve fora. No dia 16 de julho, o Ministério da Saúde recebeu a notificação do primeiro caso de transmissão da Influenza A (H1N1) no Brasil sem esse tipo de vínculo. Trata-se de paciente do Estado de São Paulo, que morreu no último dia 30 de junho. Esse caso nos dá a primeira evidência de que o novo vírus está em circulação em território nacional. Todas as estratégias que o MS deveria adotar numa situação como esta já foram tomadas há quase três semanas. O Brasil se antecipou. A atualização constante de nossas ações contra a nova gripe permitiu que, neste momento, toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população.

2. Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?
Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procure seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

3. Quando eu devo procurar um médico?
Se você tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, procure um médico ou um serviço de saúde, como já se faz com a gripe comum.

4. O que fazer em caso de surgimento de sintomas?
Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados a um dos 68 hospitais de referência.

5. Por que o exame laboratorial parou de ser realizado em todos os casos suspeitos?
Essa mudança ocorreu porque um percentual significativo — mais de 70% — das amostras de casos suspeitos analisadas em laboratórios de referência, antes dessa mudança, não era da nova gripe, mas de outros vírus respiratórios. Com o aumento do número de casos no país, a prioridade do sistema público de saúde é detectar e tratar com a máxima agilidade os casos graves e evitar mortes.

6. Se o exame não é realizado em todas as pessoas, isso significa que o número de casos registrados será subnotificado?
É importante ficar claro que vários países estão adotando a mesma prática, por recomendação da Organização Mundial da Saúde. Vamos continuar a registrar o número de casos. Como já ocorre com surtos de gripe comum, vamos confirmar uma amostra de casos e todos os outros que tiverem os mesmos sintomas e no mesmo ambiente, seja em casa, na escola, no trabalho, na igreja ou no clube, serão confirmados por vínculo epidemiológico. Além disso, temos no Brasil 62 unidades de “Rede Sentinela” em todos os estados, com a função de monitorar a circulação do vírus influenza e ocorrência de surtos. Essa rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao vírus da gripe comum — e, agora, do novo vírus — por meio da coleta sistemática de amostras e envio aos laboratórios de referência. É importante ficar claro que, a partir de agora, o objetivo não é saber se todos os que têm gripe foram infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo novo vírus. Com o aumento no número de casos, passamos agora a trabalhar com o diagnóstico coletivo, exceto para aqueles que podem desenvolver a forma grave da doença, seja gripe comum ou gripe A.

7. Quais os critérios de utilização para o Tamiflu?
Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o Tamiflu. Os demais terão os sintomas tratados, de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o Tamiflu. Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), e também pessoas com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

8. O medicamento está em falta?
Não. O Ministério da Saúde possui estoque suficiente de medicamento para tratamento dos casos indicados. Além de comprimidos para uso imediato, temos matéria-prima para produzir mais nove milhões de tratamentos.

9. Os hospitais estão preparados para atender pacientes com a Influenza A (H1N1)?
Atualmente, o Brasil possui 68 hospitais de referência para tratamento de pacientes graves infectados pelo novo vírus. Nestas unidades, existem 900 leitos com isolamento adequado para atender aos casos que necessitem de internação. Todos os outros hospitais estão preparados para receber pacientes com sintomas leves de gripe.


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All is full of love

Publicado por outrastrilhas em Junho 12, 2009

Neste Dia dos Namorados, este blog recomenda All is full of Love, com Bjork. Escute a música, veja o vídeo e ame muito!

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Série para web baseada em Blade Runner adotará licença CC…

Publicado por outrastrilhas em Junho 6, 2009

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Foi confirmado esta semana. Ridley Scott, diretor de Blade Runner, vai produzir a versão web baseada no filme com licença copyleft intitulada “Purefold.” A informação  é do site da Creative Commons.

Leia mais no artigo do NYT

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Benedetti: adios, maestro!

Publicado por outrastrilhas em Maio 22, 2009

Em junho do ano passado, escrevi este post sobre o que seria a última obra do escritor Mario Benedetti, que nos deixou no último dia 17.

Li hoje a coluna de Ivan Martins, amigo que me apresentou o meu primeiro (de vários) Benedetti: A Trégua. Diz Ivan: “Descobri, como Benedetti, que amores imensos nunca se vão de todo. Eles ficam na memória e nos moldam a vida, mas não nos impedem de vivê-la. Como os melhores livros.”

Benedetti é assim. Deixa em nós, leitores, essas marcas indeléveis. Em mim, encravou a idéia de que o amor precisa ser intenso, incondicional e destemido. Um salto de parapente, um disparo de neve.

Como em um de seus mais famosos versos, “No te salves”, declamado pelo próprio autor no filme El lado obscuro del corazón. Versos que muitas vezes me ajudaram a arrancar medos e cruzar fronteiras.

Gracias, maestro!

No te salves

No te quedes inmóvil
al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma
no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios
no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo

pero si
pese a todo
no puedes evitarlo
y congelas el júbilo
y quieres con desgana
y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino
y te salvas
entonces
no te quedes conmigo.

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Simonal: he is back!

Publicado por outrastrilhas em Maio 18, 2009

Não faltam razões para você conferir “Simonal: ninguém sabe o duro que eu dei”, dirigido por Claudio Manoel (Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal

O documentário reconta a ascensão e queda de um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos. Ou, como diz Miele (um dos entrevistados do filme) seria o maior?

Se não foi maior, Simonal foi, pelo menos, o primeiro e mais incrível entertainer brasileiro. Dominava platéis com um jeito único (quase sempre debochado) e com suas interpretações versáteis. Na história da MPB, exisitiram poucos artistas tão populares e queridos pelo público. Driblou com maestria as barreiras do preconceito racial que, do seu jeito, tratava de criticar em algumas de suas apresentações.

Sua carreira meteórica foi interrompida com as acusações sobre seu suposto apoio à ditadura. Abandonado pela classe artística, linchado pela mídia, sofreu até o final dos seus dias o ostracismo siberiano, para usar a metáfora do jornalista Arthur da Távola. Obscuro e solitário, caiu em depressão e tornou-se alcóolatra. No final dos seus dias, peregrinou por programas de TV para mostrar, com documentos, que nunca havia flertado com os militares.  Em vão. Trinta anos depois do início de sua tragédia pessoal, Simonal não havia conseguido livrar-se do fantasma do passado. Perdeu Simonal, perdemos todos nós, sem a chance de conhecer outras façanhas desse showman.

E é exatamente esse o principal motivo para você assisir “Simonal: ninguém sabe o duro que eu dei.” O filme traz de volta aquele Simonal cheio de suingue e versatilidade que as novas gerações não tiveram o privilégio de conhecer. Mais do que fazer o justiça ao cantor, o trio de diretores oferece a muitos telespectadores como eu a oportunidade de conhecer um artista brasileiro smplesmente genial.

Se você ainda tem alguma dúvida, veja este encontro entre Simonal e Sarah Vaughan…

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Stephen Fry e os analógicos-digitais

Publicado por outrastrilhas em Maio 16, 2009

Ao buscar uma foto do ator Stephen Fry para o post anterior, encontrei este artigo de outubro de 2007, o primeiro escrito por ele para a sua coluna no inglês The Guardian. Ainda que tenha sido divulgado há quase um ano e meio, continua atual.

Se você, como eu, também é “apaixonado pelo novo” e encara a tecnologia como uma forma de expressar sua grandeza analógica, não deixe de ler o artigo. This is THE guy! Com vocês, Stephen Fry.

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